Se você não quiser ler tudo sobre mim, leia apenas o primeiro parágrafo. Se quiser saber mais, leia tudo. É uma história interessante. Minha vida foi conhecer as pessoas certas, nas horas certas e aproveitar cada instante. Buscar desde cedo ter uma visão ampla do “business”, usar o networking, trabalhar, trabalhar e sempre acreditar tendo como premissas a paciência, humildade e perseverança.
Sou Frank Joseph de Figueiredo Ramalho, pessoense, taurino nascido na semana do Dia das Mães, de forma prematura, em maio de 1973. Nunca fui um grande estudioso, mas sempre fui um grande observador desde pequeno. Outra característica bastante forte é a liderança. Tanto ela, quanto a visão de negócios, vieram no meu DNA.
Quando criança, sempre busquei atividades exercendo a liderança, acompanhando de perto qualquer tipo de negócio a que eu tivesse acesso. Com nove anos surpreendi minha mãe com um pedido inusitado. Nessa época, eu morava em Cajazeiras e havia chegado um parque infantil. No dia da estreia do parque, pedi a minha mãe para comprar balas e chocolates para vender. Isso pareceu estranho, mas ela me incentivou. Comprou as balas, precificou para mim e eu levei um banquinho e uma bandeja para ficar ao lado da roda gigante. Vendi tudo. Repeti durante alguns dias essa ação, sempre com resultados. Ainda aos nove, ajudei um amigo meu a vender batatas fritas na porta do cinema.
Já na área da Comunicação, nessa época eu fazia uma rádio na porta de casa. Como morava em frente à praça do Pingo D’Água, colocava uma radiola – isso mesmo – na janela, tocava músicas e veiculava os recados dos coleguinhas daquela idade.
Depois, já com 10 anos, comecei uma empreitada artística e agrícola quando fui morar no Jardim Oásis, lá mesmo em Cajazeiras. Em minha casa havia um grande quintal e neste quintal, junto com colegas, eu construía parquinhos, promovia espetáculos de teatro e apresentações de circo. Os colegas da rua eram os artistas e cobrávamos ingressos para as pessoas assistirem. Quanto à parte agrícola vi que poderia, naquele quintal, plantar milho e feijão para vender. E assim fiz por dois invernos. A plantação era suficiente para nosso consumo e para revender para os vizinhos.
Em 1984, devido ao falecimento do meu grande avô Manoel Figueiredo, tivemos que voltar a João Pessoa para ficarmos mais próximo da minha avó. Aqui em João Pessoa, minha primeira atividade empresarial se deu em 1985, quando pedi a um tio para montar um bazar – uma espécie de casa de madeira para se vender fogos. Nessa época eu morava no Castelo Branco. De novo minha mãe fez o primeiro investimento, comprando fogos na Lagoa para que eu pudesse vender. Durante cinco anos fiz isso durante todo São João. Interessante é frisar que todas estas minhas iniciativas não eram por necessidade financeira. Apesar de uma vida simples, não tínhamos do que reclamar. Minha mãe Maria Auxiliadora sempre foi uma guerreira e conseguiu dar uma boa educação aos seus três filhos.
Em 1990, ainda aluno do Colégio CA, prestei vestibular no final do ano para Administração, aqui em João Pessoa, e Propaganda e Publicidade em Recife. Antes mesmo de saber do resultado, fui convocado pelo então professor de Química Alencar para assumir o Departamento de Comunicação do Colégio CA. Essa oportunidade mudou completamente o rumo da minha vida. Dentro desse Departamento, coloquei em prática alguns projetos, a exemplo do jornalzinho do CA, que durou pouco tempo, pois na época o Moçada que Agita fez pressão para que ele não tivesse continuação. Ainda no colégio, criei a Rádio Interna CA, que além de ser responsável pelo toque nos intervalos, dava informativos e sorteava ingressos para shows. Percebi então uma grande oportunidade: os recadinhos do tipo “De fulano para sicrano”. O sucesso foi tão grande, que o Jornal Moçada que Agita passou a usar o recurso em suas páginas até hoje.
Foi daí que em 1991, eu e o Edinaldo Madruga Júnior, percebendo o sucesso da iniciativa, montamos um jornal para combater o Moçada que Agita: o Lance Livre. Na capa, o Lance Livre sempre trazia as jovens mais bonitas da cidade e colunistas como Abelardo Jurema Neto, Marcela Falcão, DJ Vilarim, entre outros.
Foi esse projeto que me trouxe para o mundo da publicidade. Prefiro nem detalhar o esforço que era na época, montar um jornal. Mas foi esse projeto que me aproximou do mercado, me mostrou como vender, como montar um anúncio, como cobrar, como fazer, como distribuir e como começar tudo de novo.
O Lance Livre teve quase um ano de vida. Em meio a tudo disso, fui convidado a deixar o Colégio CA como funcionário, justamente pelo sucesso do Lance Livre, pois o periódico incomodava a concorrência, que fez pressão junto ao CA para que tudo terminasse. Isso foi ótimo. Depois que o jornal teve que deixar de circular, pois já havia cumprido seu papel na época, comecei a vender publicidade como autônomo para mídias impressas e de rádio. Lembro-me bem que vendia para o Jornal de Agá, Jornal da Praia, entre outros.
Foi nessa época que conheci outra pessoa que de novo mudaria minha vida. Eu frequentava a casa de Paulo Cunha, da produtora Comvideo e um dia fui convidado por ele a conhecer a produtora, então ainda na Avenida Princesa Isabel, 333. Nesse dia Paulo iniciava um projeto chamado Classivídeo, em parceria com a TV Cabo Branco e me propôs comercializar esse classificado eletrônico, que deu certo e foi ao ar. Gostei do que vi, fui em frente e montei a Lance Livre Propaganda. Em 1997, junto com Rinaldo Pessoa, montei a Ponto D Comunicação, que por 12 anos foi sinônimo de propaganda de resultados, com atuação em vários estados do Brasil.
É importante destacar também que fui um dos responsáveis pela Micaroa, sendo diretor de bloco por dois anos e, depois, sócio da Planart até o final da festa. A minha participação no evento se deu por dois motivos: o primeiro deles lá atrás, quando durante a Rádio CA, conheci o Iramirton Moura, que trazia ingressos do Forrock para sortear; o segundo motivo veio um ano antes da primeira Micaroa, junto com Ednaldo Júnior, pois organizamos um bloco no Folia de Rua chamado Vem Ka Fikar Comigo! Montamos o projeto pós-Folia de Rua e, através do Iramirton, chegamos até a Micaroa.
Durante essa época fiz rádio na Tambaú FM e depois na Arapuan FM. Fiz também TV ao vivo, com a TV Forrock da TV Tambaú e apresentei por vários anos todas as aberturas dos shows do Forrock.
Em 2008 me associei à Segment Midia e implantei a Digital Signage em João Pessoa. Saí dessa sociedade no final do ano, quando precisei me dedicar à TAG GROUP, fruto do final da sociedade que envolvia a PONTO D.
Hoje, sou CEO e Diretor Associado de Atendimento e Operação da Tag Group e Zag Comunicação.
A vida me ensinou que as oportunidades aparecem e você precisa acreditar, não ter medo de agir, de lutar e crescer, de conquistar, de seguir em frente. Sempre. Porque daqui a alguns anos, acredite: você vai lembrar que “Eu te disse”.