Como um observador dos negócios mundiais, tenho feito em minhas viagens algumas observações que servem de exemplo e que deveriam ser copiadas por mais varejistas brasileiros.
Falo da experiência com a marca proporcionada pela APPLE. Quem já teve a oportunidade de entrar numa loja da marca, pode observar como ela trata seus produtos com a experiência na ponta dos dedos. Em qualquer loja da marca, você vai encontrar de cada produto, pelo menos 4 exemplares para que os clientes ou futuros clientes da marca interajam.
Observe com cuidado a fisionomia das pessoas dentro das lojas. As pessoas estão felizes, sorrindo o tempo todo e se admirando com os produtos da marca. Até os que já conhecem o produto e se tornaram fãs, não deixam de passar esta sensação de êxtase.
A Apple construiu esta relação de admiração não só por produtos inovadores e produtos que criam nichos não existentes. A marca usa a experiência em seus produtos para desenvolver novos produtos. Ela escuta os consumidores que pela primeira vez usam seus produtos. Steve Jobs disse em sua última Keynote que a Apple aprende com ela mesmo.
A experiência de degustar os seus produtos nas lojas proporciona vendas por impulso e admiração a marca. Mas não é só a Apple que faz isso. A marca francesa Sephora, que vende cosméticos, proporciona em suas lojas uma degustação de vários produtos, mostrando seus resultados as clientes que buscam a solução para ficar mais bonita e mais jovem.
A americana BestBuy e a européia FNAC, também disponibilizam quase todos os produtos que vendem para degustação e interação com o consumidor.
Aqui no Brasil, principalmente as lojas de tecnologia de ponta, deixam a desejar. Quantos laptops você já viu ligado a sua disposição em uma loja de informática? Câmeras de vídeo e foto para você manusear? São raros os casos que isso acontece. Lojas de TV e Home Theather que não montam ambientes de degustação de seus produtos de alta tecnologia e por aí vai.
Fica a dica para estes e outros produtos serem apresentados ao cliente como uma experiência e nunca como uma simples exposição.

